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sexta-feira, 12 de março de 2010

Com o povo e para o povo


No livro “O Movimento Comunitário e Sua Participação Social” Moises Cardeal vai além de narrar sua experiência de anos no movimento comunitário, nos faz ele preciosos relatos de uma militância apaixonada e sincera em defesa da inclusão social, da constante luta pela dignidade humana e possibilidades de um novo modelo social não só no Brasil, mas na América do Sul.
O livro é precioso por ser fruto concreto da experiência de um líder popular envolvido com suas bases, Moises Cardeal escreve com leveza e simplicidade, fala das suas emoções, utopias e certezas, da sua militância e paixão política sem em momento algum se deixar abater pelo desanimo ou medo de assumir suas bandeiras.
O Brasil de hoje desafia os movimentos sociais não só para que não se transformem em movimentos de “governos” ou “chapa - brancas”, mas também para que se mantenham nas vanguardas populares defendendo suas bases não importando quem seja o governo do momento, isso se levarmos em conta uma considerável acessão das esquerdas políticas no continente e em especial no Brasil.
Claro que se deve apoiar governos populares se esses em nome da perpetuação no poder não jogarem na lata do lixo bandeiras históricas, há um clima no Brasil de morte de identidade política o que é uma pena. Essa morte de identidade política no país tem feito seus estragos, os ideólogos da velha burguesia se desfaçam hoje de sociais democratas, trabalhista disso ou da quilo e vão sem disparar um tiro fazendo o papel sujo que a ditadura militar não conseguiu: matar, cooptar e destruir com parte da esquerda do país que vai lentamente perdendo sua identidade.
Nesse meio de incertezas surge o livro de Moises Cardeal, escritor jovem, que nos alegra em um momento de crise aguda de pensamento, de ética e coerência. Seu livro brota dos seios das massas, nos coloca novamente em sintonia com nossas buscas por uma utopia real e possível.
Os agentes envolvidos em movimentos comunitários têm neste livro um importante instrumento de informação, provocação e referência que das bases da sociedade pode sim e deve surgir novos “Moises” capazes de sintetizarem um pensamento livre, aberto e em harmonia com o mundo o qual urgente pede mudanças profundas e essas mudanças começam agora.
Por Ediney Santana é autor de alguns livros e escreve regularmente no blog http://cartasmentirosas.blogspot.com/

2 comentários:

  1. Moises, ainda lembra de mim? Talvez não lembre mais, espero que tenha publicado seu livro

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